Escaneamento e Impressão 3D #day4

Ontem, dia 13/07/2016, nós aqui no curso de Fab Lab do Isvor começamos a estudar um pouco mais sobre escaneamento e impressão 3D. Eu já havia “brincado” um pouco na impressora 3D, Ultimaker 2, então nesta parte não tive dificuldades. Mas nunca havia escaneado nada antes.

Começamos aprendendo sobre os vários tipos de impressão, que é uma técnica de manufatura aditiva. São, basicamente, 6 diferentes.

  • Extrusão: É o mais conhecido e mais econômico dos métodos, é o que temos presente aqui no Isvor. O processo funciona a partir de um extrusor que libera camadas subsequentes de um material plástico aquecido. Seguindo as orientações do arquivo de impressão, a cabeça extrusora libera o material de camada em camada, dando assim os contornos para o objeto desejado.20160713_105639
  • Estereolitografia: O termo engloba uma grande quantidade de impressoras 3D que operam com um laser e um tipo de resina líquida. Nos pontos onde o laser atinge a resina, há um endurecimento do material, que começa a assumir as formas desejadas.impress25c325a3o2bsla
  • DLP: A sigla, em inglês, se refere a “impressão direta por luz” e serve para designar um tipo de impressora bastante similar com as estereolitográficas. Nesse modelo, o equipamento usa uma fonte de luz diferente do laser e, em vez de enrijecer o material de impressão por camadas, o processo ocorre de uma só vez.facture
  • Jato de tinta: Um remanescente da impressão 2D com tinta, esse método adota o conceito de jato para criar formas.bjet
  • Polyjet: A impressão da 3D PolyJet é semelhante à impressão a jato de tinta, mas, em vez de jatear gotas de tinta sobre o papel, as impressoras 3D PolyJet jateiam camadas de um fotopolímero líquido curável sobre uma bandeja de montagem. impress25c325a3o2bpolyjet
  • FDM: o processo FDM (Modelagem por Deposição de Material Fundido) para impressão 3D, utilizando, como insumo, filamentos termoplásticos ABS ou PLA, que são depositados camada por camada até formar o objeto pretendido.impress25c325a3o2bfdm

Depois disso nós recebemos algumas tarefas:

Imprimir um teste de calibração
Desenhar um objeto para ser impresso em 3D que não possa ser fabricado em um metódo subtrativo (como uma fresadora).
Escanear algo no 123d catch, programa que nos foi apresentado.

O teste de calibração, para aqueles que não sabem, é um modelo 3D que tem em sua estrutura todas as formações que uma impressora 3D tem dificuldade em produzir, e este, como diz o nome, serve para que possamos calibrar a máquina.

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Nosso primeiro teste de calibração deu errado, muito errado, pois a máquina começou a puxar o filamento que havia sido guardado de modo errado.

Depois, não imprimimos outro porque, como se sabe, o processo de impressão é muito lento e por isso começamos todos a imprimir nossos próprios projetos.

Eu decidi imprimir uma capinha de iPhone 5s para meu telefone.

Capturar

Este era meu modelo. Depois de conferir a espessura, o preenchimento etc mandei para a impressora.

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Deu tudo certo, mas quando ficou pronta e a coloquei no telefone, percebi, não ficou tão legal em vermelho.

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Mas tudo bem, não tem problema. O problema veio mais tarde, quando fui tirá-la do telefone algo horrível aconteceu: eu quebrei o peixe!

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Mas ok, já superei.

Depois disso , então, o tentei fazer um escaneamento, mas não tinha tempo suficiente e acabei deixando para próxima…. 😦

Depois tento de novo!

P.S: para escrever este post tive ajuda de alguns sites, como:

http://www.techtudo.com.br/listas/noticia/2016/02/entenda-como-funcionam-os-diferentes-tipos-de-impressoras-3d.html

http://www.stratasys.com/br/impressoras-3d/technologies/polyjet-technology

http://www.nei.com.br/produto/2014-01-impressora-3d-cliever-ind-e-com-de-produtos-tecnologicos-ltda?id=eda80857-5ba7-11e4-8697-0e94104de12e

 

 

 

 

Iniciação à solda #day3

Na parte da tarde do dia 08/07/2016 nós começamos a aprender sobre solda. Nossa primeira tarefa era soldar um LED com um resistor de 220V para que ests pudessem ser conectdos junts e com mais praticidade. Então para nos introduzirmos no assunto recebemos uma espécie de guia em forma de quadrinhos chamado “Soldering is easy and here’s how to do it”.

Após lermos o quadrinho (que foi muito útil) fomos, em grupos, soldar.

Eu soldei três LEDs (um de cada cor) em três resistores diferentes. No primeiro, sem querer, queimei o resistor com o ferro de solda. O segundo deu mais certo, mas a solda não ficou brilhante como desejado. Já o terceiro foi um sucesso!

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Projeto da cortadora a laser

Ei pessoal, vocês se lembram de quando na quinta-feira, dia 07/07/2016, eu apresentei para você o desastre que havia sido minha “fruteira?

Então, na sexta-feira, dia 08 eu e meu colega continuamos trabalhando neste projeto.

Este era a ideia inicial, mas falhou.

Por isso que decidimos desenhar um círculo que fosse capaz de segurar todas as extremidades para que nós pudéssemos fazer uma luminária. Conseguimos! Só que o design não foi feito apropriadamente e por isso por mais que a estrutura tenha ficado de pé esta estava torta e não encaixada.

Tentamos então de novo, e dessa vez o espaço para encaixe foi feito inclinado. De novo, não funcionou. Mas ainda estamos tentando e criando novos protótipos!!

 

Eletrônica #day3

No nosso terceiro dia de curso, 08/07/2016, começamos a aprender sobre eletrônica. Tivemos, para isso, a ajuda, além dos facilitadores, de um professor.

Para nos introduzir no assunto Maurício começou explicando a analogia hidráulica. Esta conta, usando como exemplo o funcionamento de um circuito hidráulico, como funciona um circuito elétrico. Em nossas casas (quase) todos nós temos acesso a água, geralmente por meio de uma caixa d’água. Esta se localiza sempre em locais mais altos, acumulando energia potencial gravitacional; na eletrônica isso seria o equivalente ao potencial de corrente, ou seja o potencial elétrico. O volume de água na caixa é o que determina a pressão quando esta sai pela torneira, no mundo elétrico este é o equivalente à voltagem, ou seja é a “força” que esta corrente (fluxo de água) terá. A torneira e a tubulação, no entanto são o que chamamos de resistência, já que estes são o que impedem nossos elementos de serem “livres”.

Depois que entendemos um pouco mais sobre as principais partes que compõem um circuito começamos a estudar mais sobre como um é feito e como funciona.

Basicamente existem três tipos principais: o circuito simples, o em série e o em paralelo.

O simples é a ligação entre uma bateria (voltagem), por exemplo uma pilha e uma resistência (lâmpada). Partículas negativas saem do lado negativo e chegam ao positivo, circulando, então, infinitamente. [ – (+) – = +]

O em série é, no entanto, quando temos duas resistências seguidas, neste caso, a segunda lâmpada se acenderá com metade da força da primeira, pois segundo o princípio: Intensidade= Volts/Resistência.

O paralelo é quando dividimos “o caminho” fazendo, consequentemente que as lâmpadas, por exemplo, sejam acendidas com a mesma intensidade.

Após esta pequena introdução pegamos nossos kits Arduino para que pudéssemos montar nosso próprio circuito. (Arduino para aqueles que não sabem é uma placa eletrônica utilizada como plataforma de prototipagem).

Nosso objetivo era construir um circuito simples, e acender uma luz de L.E.D. , ligado a uma pilha de 9 volts; ainda não usaríamos a placa de Arduino.

Então, pegamos nossa protoboard (placa comprida e branca abaixo) e nossas fontes de protoboard (pequena placa conectada à primeira).

Conectamos estas à pilha por meio de um clip para bateria.

Agora que a protoboard estava ligada, nós deveríamos acender o L.E.D, mas para que este funcione devemos conectá-lo à fonte por meio de um resistor (do lado positivo, que é a perninha cumprida, na foto abaixo) e um cabo jumper (do lado negativo, que é a perninha curta)

O resistor é, basicamente, a resistência que citamos antes, este deve ser ligado ao lado + do L.E.D, pois este é “ambicioso”, sem o primeiro ele suga toda a energia que lhe é fornecida e acaba queimando.

resistor de 110 v

Este foi meu circuito final.

Decidimos então complicar as coisas, e passamos a usar um resistor de 330 v, isso, por causa do dito anteriormente, fez com que o brilho do L.E.D. fosse maior, já que este era capaz de sugar mais energia sem resistência. Além disso, conectamos à protoboard um potenciometro, este, como diz o nome, é capaz de regular a potência da luz.

Veja no vídeo abaixo o circuito completo.

Depois de entender mais sobre circuitos, foi a hora de aprendermos o básico da programação. Pegamos nossas placas e conectamos-as aos computadores.

Como exemplo pegamos um programa já pronto chamado Blink. Este era o que fazia piscar “ordenadamente” uma luz conectada a pino 13 da placa. O LED, então, se acendia por 1 segundo e apagava por 1 segundo, e assim ia infinitamente.

exemplo blink

Depois deste usamos outro programa já pronto, um pouco mais complexo, chamado Fading. Neste ao invés de simplesmente piscar a pequena lâmpada gradualmente se acendia e então gradualmente se apagava.

exemplo fading 2

Eu nunca havia tido contato direto com o mundo da eletrônica antes e por isso esta iniciação foi muito esclarecedora, no entanto cheguei a uma conclusão:

Não nasci para engenharia.

 

 

Cortadora de vinil e laser #day2

Hoje foi o segundo dia do nosso curso e, na minha opinião, o melhor. Hoje aprendemos a utilizar a máquina de cortar vinil e a cortadora a laser. Estas são máquinas muito presentes no “mundo do Fab Lab” e foi fantástico poder “brincar” com elas.

Bom, começamos o dia com uma pequena aula sobre computer-controlled cutting, Computer Aided Design and Manufacturing (CAD e CAM), Computer Numerical Control (CNC) e os softwares mais usados para cada uma das máquinas etc. Achei tudo mito interessante apesar de uma pequena dificuldade para entender certas coisas (já que sou uma completa ignorante quando o assunto é tecnologia).

Então, se iniciou a parte “divertida”, fomos aprender a usar a cortadora de vinil. Para os leigos, esta é uma máquina que corta “adesivos” (antes da semana passada eu também não saia o que era).

Teste de texto nº1

Após nos instruirmos um pouco mais sobre o funcionamento e executarmos vários testes para testar a força, velocidade e profundidade de corte; cada um recebeu a incumbência de vetorizar um arquivo, seja de texto, desenho ou até uma foto, para que pudéssemos cortá-lo. Eu, havia decidido “imprimir” um símbolo de yin yang e um pássaro voando, mas como nada nessa vida é perfeito, obviamente, não deu certo pois, além da falta de vinil preto,  o modo pelo qual eu tinha salvado as fotos (PNG) não era aceito pelo software.

Por isso, como minha imagem, optei por uma série de passarinhos em um fio.

Com essa nova ilustração tive sérios problemas com o programa 2D, o Illustrator, pois não sabia usar este de modo correto. Porém com algum tempo quebrando a cabeça consegui vetorizar a imagem original.

 

Após vetorizá-la foi a hora de imprimir, escolhi uma cor de vinil de um tom verde, configurei a máquina e, pronto, mandei.

Na foto não é possível ver o corte , isso porque ainda faltava descascar, esse processo, ainda manual, é bem chatinho, mas simples, este é simplesmente a remoção do adesivo de vinil ao redor do corte para que esse possa, então, ser retirado por um vinil de transferência e aplicado. O resultado final foi colado em meu computador e me agradou muito.

Bom, como disse antes, mexemos também na cortadora a laser. Esta é a máquina mais cara do Fab Lab e provavelmente a mais utilizada também.

Hoje aprendemos o básico como: potência, velocidade, frequência (Ppi), limpeza, Kerf etc.

Quando foi a hora de usarmos a máquina estávamos todos muios animados e com muitas ideias na cabeça, cada um deveria elaborar um projeto de press fit, ou seja, uma construção cortada a laser e montada por meio de encaixe e pressão. Todos nós começamos então a procurar desenhos na internet para fazermos.

A minha ideia original, encontrada no site Thingiverse (muito bom para encontrar esse tipo de cois) havia sido fazer uma cabeça de alce 3D

Procurei moldes na internet e achei inúmeros, o que escolhi parecia bom, mas foi enganoso.

Não consegui editar o arquivo (de novo no Illustrator), então decidi fazer outro design. Optei por uma vasilha de corte único que parecia mais simples e era bem bonita.

Consegui editar o molde e mandei para a impressão, que foi um sucesso.

Comecei então a montar minha vasilha; as pecinhas eram o que a prenderia e manteria na posição certa.

Mas algo horrível aconteceu: o arquivo com o molde que eu havia baixado era destinado a uma madeira com 6mm de espessura e a que eu tinha usado era 3mm! Resultado: as pecinhas estavam muito “largas” e não prendiam a vasilha. Mas eu não desisti! Decidi colar com cola quente:

ERRO!! Resultado desastroso, o projeto não se chama press-fit a toa; a cola causou uma confusão terrível, mas, por um lado, ela me fez perceber que talvez o desenho tivesse salvação, por isso eu amarrei um barbante em cada uma das pontas e um na parte central/baixa, para que pudesse ver o quanto a madeira esticava e o que poderia ser feito.

Obviamente este não é o produto final, este ainda está em andamento e quando encontrar uma solução e alcançar um resultado bem legal vocês serão os primeiros a saber!

P.S.: Além da aula sobre a cortadora de vinil e laser eu aproveitei a oportunidade para começar uma nova impressão 3D.

Este é o modelo da coruja que estou atualmente imprimindo, quando ficar pronto postarei aqui!

em andamento….

 

 

 

Introdução aos softwares 2D e 3D (Inkscape, Tinkercad)

Dia 06/07/2016, primeiro dia do curso Fab Lab do Isvor, e nossa primeira “missão” foi aprender um pouco mais sobre softwares 2D e 3D, que seriam a base para usarmos, mais tarde, a impressora 3D, a cortadora a laser e a frisadora.

Antes de começarmos a “brincar” nos programas, Inkscape e Tinkercad, tivemos uma pequena aula sobre os vários softwares e suas diferenças. Entendi, então,  as diferenças entre desenhos feitos com modelos vector e pixel e qual o mais adequado para cada máquinas.

Após uma esclarecedora explicação abrimos o Inkscape (programa de desenho 2D, equivalente ao Illustrator da Adobe) com o objetivo de fazermos um modelo de caixinha que pudesse ser, mais tarde,  feita na cortadora a laser ou na frisadora. A caixa devia haver as extremidades de cada lado dentadas para que pudessem ser encaixadas uma na outra.

Interface do Inkscape

Em uma primeira tentativa de fazer o desenho, falhei. Os dentes estavam irregulares e não se encaixavam,além de que a forma, que não havia sido medida corretamente, não ajudava na simetria (minha falta de experiência no assunto também não ajudou).

No entanto, continuei, decidi copiar e colar os quadradinhos que seriam os dentes; porém quando já estava quase acabando, uma notícia ruim, o famoso ctrl C  e ctrl V não poderiam ser usados, pois faziam com que a imagem passasse de vector para pixel, perdendo então definição. Apaguei então a base da caixa  comecei de novo, dessa vez usando o comando “duplicar” para fazer os quadrados iguais.

Mais uma vez, falhei, mesmo tendo quadrados perfeitamente iguais eu não era capaz de alinha-los perfeitamente, então com a ajuda dos facilitadores do curso descobri o comando Alinhar e Distribuir.

E então, finalmente, consegui uma base aceitável para minha caixa.

Mas a vida não é simples, e eu estava terrivelmente atrasada, só um lado  pronto de 6 ! E eu ainda não tinha ideia de como fazê-los encaixarem! Foi aí que me apresentaram a salvação, que porém era trapaça (mas continua valendo), o site MakerCase. Este constrói a caixa para você e ainda te fornece um documento já com todos os lados prontos para serem enviados à cortadora.

Depois do desafio da caixa ´começamos a aprender um pouco mais sobre os softwares 3D. Existem vários e vários programas diferentes, mas nós completos leigos começamos com o mais simples: Tinkercad.

Interface do Tinkercad

Na minha opinião, este programa foi mais simples, talvez porque quando entrávamos neste ele nos oferecia algumas aulas para que tivéssemos noção de como construir um elemento básico.

Após algumas lições eu peguei um exemplo de chaveiro e o personalizei:

Toda feliz com meu primeiro design decidi imprimi-lo. Passei o arquivo para um cartão SD e conectei na impressora 3D. O que não percebi é que fui descuidada. O produto final, ficou um tanto torto e com espessuras diferentes.

O produto final, defeitos a parte, me agradou, para uma primeira tentativa fiquei muito satisfeita, mas sei que posso fazer melhor! Adorei conhecer um pouco mais sobre softwares e o mundo do Fab Lab só me impressiona e atrai cada vez mais.

 

 

A criação do meu blog

Em julho deste ano eu comecei um estágio na área de Design Intelligence no Isvor, Istituto Per Sviluppo Organizzativo, no meio dessa jornada eu comecei um curso de fab lab do Isvor,  que começou no dia 06 de julho de 2016. A primeira coisa que todos nós presentes aprendemos foi a importância da documentação. Independente do resultado de seu trabalho no fab lab é muito importante que todo o processo seja sempre documentado, é por isso que todos nós criamos um blog individual para podermos compartilhar nossas experiências.